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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Filhos de ateus buscam a fé fora de casa


* * * Extraído do Portal IG * * *


Nem sempre os filhos seguem a religião dos pais. E quando os pais não têm religião, a coisa não é diferente


Jaqueline Li, especial para o iG | 09/05/2011 07:35


Larissa Queiroz recebe uma carta de uma instituição filantrópica e, dentro do envelope, descobre um terço de plástico de brinde. A filha Beatriz, de sete anos, adora a novidade e coloca no pescoço na mesma hora. "Expliquei que aquilo não era um colar, disse do que se tratava e me parece que ela ficou ainda mais interessada", conta a mãe recifense que vive em São Paulo. Desde então, a pequena pede para rezar toda noite. Outro dia, convenceu o pai a levá-la a uma missa pela primeira vez.

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As novas gerações de céticos, agnósticos e ateus não casam na igreja, não batizam seus filhos, nem têm religião ou falam de fé. Eles simplesmente desconsideram a existência de Deus. "Esse assunto jamais foi tocado aqui casa, inclusive escolhemos a escola com base nisso. Descartamos todas aquelas com qualquer enfoque religioso", completa Larissa.

Mas isso não impede que, em alguns casos, seus filhos sintam a necessidade e até cobrem uma discussão sobre fé e religião. De acordo com Eduardo Rodrigues da Cruz, professor do Programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC de São Paulo, os psicólogos cognitivos tem estudado o assunto com crianças de várias faixas etárias. "Suas conclusões: todos somos naturalmente teístas, e, à medida que crescemos, vamos diversificando nossas posturas", afirma o doutor em teologia, que também é mestre em física. Ou seja, para ele, a fé é uma postura "natural", que é racionalizada conforme amadurecemos

Crente por natureza
O polêmico cientista britânico Richard Dawkins também defende essa ideia. Conhecido como 'devoto de Darwin', em seu bestseller "Deus, um delírio", o autor sugere que todas as crianças são dualistas (aceitam que corpo e alma sejam duas coisas distintas) e teleológicas (demandam designição de um propósito para tudo) por natureza. Assim, o darwinista dá conta de explicar o que poderíamos chamar de hereditariedade religiosa na qual, inevitavelmente, acabamos por seguir a opção de fé de nossos pais. Só que nem sempre é assim.

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Em uma noite de mais de uma hora de apagão, escuro total e absoluto, Beatriz, a filha de Larissa, teve uma ideia: "vamos rezar para a luz voltar". "Eu lógico, relutante, tentei explicar que não adiantaria, mas ela insistiu, insistiu e rezamos. Um minuto depois, a luz voltou", descreve. Em seu blog, Larissa desabafa: "será que temos como evitar isso? Estou achando que não".

Marina de Oliveira Pais, carioca, é filha de pai ateu. Sua mãe, assim como muitos brasileiros, foi batizada, mas não pratica nenhuma religião. "Minha mãe não sabe dizer de que doutrina é, por isso também nunca soube muito bem no que acreditar. Eu tinha fé na 'força do pensamento', que se pensássemos positivo atrairíamos coisas positivas e se pensássemos negativo atrairíamos coisas negativas", diz a jovem de 22 anos.

Quando decidiu morar sozinha pela primeira vez, Marina conheceu Bernardo Nogueira, de 20 anos. Apaixonada, ela conseguiu resistir aos convites da família do namorado para ir a uma igreja evangélica só por alguns meses. Mas relata que, já na primeira vez que assistiu ao culto, teve certeza de que estava no lugar certo. "Fiquei maravilhada", descreve.

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Ela então mudou drasticamente seu estilo de vida. "Cortei a bebida, as baladas e os palavrões. Hoje meus pais respeitam minha situação de convertida justamente por essas minhas mudanças comportamentais", afirma.

Sentir-se acolhida em uma doutrina que se baseia na Bíblia é justamente o que importa hoje para Jaqueline Slongo, de 23 anos. Depois de um tempo separados, ela voltou a viver na cidade natal de Curitiba com o pai ateu. Ironicamente, por conta de uma bolsa de estudos, a então adolescente foi estudar em um colégio católico. O retorno à cidade grande, onde as desigualdades sociais são mais gritantes, o descobrimento da Bíblia e a fase de mudanças, levantaram muitos questionamentos. "Comecei a me questionar sobre a existência de Deus, fazia perguntas para as freiras do colégio, mas as respostas não me saciavam", lembra.

Black out
Jaqueline começou a achar que havia alguma coisa errada entre o que lia e o que pregavam suas 'instrutoras espirituais'. "Elas me mandavam rezar, mas eu não curtia", confessa. Seu pai viajava muito e, como não acreditava em Deus, a filha preferia não falar sobre o assunto com ele. O processo foi sofrido, e aconteceu em meio às transformações da adolescência, à ausência dos pais, e à angústia causada por sintomas de depressão. "Eu era muito agressiva, rebelde, intolerante. Não tinha amigos e sempre me isolava", conta.

Ela então buscou alívio e conforto na religião. Hoje, a estudante se considera protestante, mas passou por diversas comunidades cristãs diferentes. Diz que não se importa com rótulos, mas sente que é preciso estar em grupo. "Acho importante a vivência em comunidade, pois é no relacionamento com outros que seu caráter se constrói", afirma.

Com o pai, ficou cinco anos sem poder comentar nada sobre sua fé. Até que, há três meses, consciente da mudança espiritual da filha, ele lhe pediu que comentasse, 'de forma sucinta', no que exatamente ela acreditava. A partir de então, ela diz, ele tem pedido que também reze por ele.


E ainda:
- Perdoar um erro é diferente de esquecê-lo
- Teste: você sabe perdoar?


Tags: Ateísmo, Evangelísmo, Fé


terça-feira, 26 de abril de 2011

Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, diz pesquisa


Levantamento indica que 84% dos brasileiros acreditam em "ser supremo", índice que só é menor que os de Indonésia e Turquia

* * * Extraído do Portal IG * * *

BBC Brasil | 25/04/2011 12:40

BBC

BRASIL

O Brasil foi o terceiro país em que mais se acredita em "Deus ou em um ser supremo" em uma pesquisa conduzida em 23 países.

A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters, ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados "definitivamente acreditam em uma 'entidade divina' comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não tem certeza".

O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.

Entre todos os pesquisados, 51% também acreditam em algum tipo de vida após a morte, enquanto apenas 23% acreditam que as pessoas param de existir depois da morte e 26% "simplesmente não sabem".

Entre os 51% que acreditam em algum tipo de vida após a morte, 23% acreditam na vida após a morte, mas "não especificamente em um paraíso ou inferno", 19% acreditam "que a pessoa vai para o paraíso ou inferno", outros 7% acreditam que "basicamente na reencarnação" e 2% acreditam "no paraíso, mas não no inferno". Nesse mesmo quesito, o México vem em primeiro lugar, com 40% dos entrevistados afirmando que acreditam em uma vida após a morte, mas não em paraíso ou inferno. Em segundo está a Rússia, com 34%. O Brasil fica novamente em terceiro nesta questão, com 32% dos entrevistados.

Mas o Brasil está em segundo entre os países onde as pessoas acreditam "basicamente na reencarnação", com 12% dos entrevistados. Apenas a Hungria está à frente dos brasileiros, com 13% dos entrevistados. Em terceiro, está o México, com 11%.

Entre os que acreditam que a pessoa vai para o paraíso ou para o inferno depois da morte, o Brasil está em quinto lugar, com 28%. Em primeiro, está a Indonésia, com 62%, seguida pela África do Sul, 52%, Turquia, 52% e Estados Unidos, 41%.

Criação X evolução

As discussões entre evolucionistas e criacionistas também foram abordadas pela pesquisa do instituto Ipsos. Entre os entrevistados no mundo todo, 28% se definiram como criacionistas e acreditam que os seres humanos foram criados por uma força espiritual - ou seja, não acreditam que a origem do homem seja a evolução de outras espécies como os macacos.

Nesta categoria, o Brasil está em quinto lugar, com 47% dos entrevistados, à frente dos Estados Unidos (40%). Em primeiro lugar está a Arábia Saudita, com 75%, seguida pela Turquia, com 60%, Indonésia em terceiro (57%) e África do Sul em quarto lugar, com 56%.

Por outro lado, 41% dos entrevistados no mundo todo se consideram evolucionistas, ou seja, acreditam que os seres humanos são fruto de um lento processo de evolução a partir de espécies menos evoluídas como macacos.

Entre os evolucionistas, a Suécia está em primeiro lugar, com 68% dos entrevistados. A Alemanha vem em segundo, com 65%, seguida pela China, com 64%, e a Bélgica em quarto lugar, com 61% dos pesquisados.

Descrentes e indecisos

Entre os 18.829 adultos pesquisados no mundo todo, um total de 18% afirmam que não acreditam em "Deus, deuses, ser ou seres supremos".

No topo da lista dos descrentes está a França, com 39% dos entrevistados. A Suécia vem em segundo lugar, com 37% e a Bélgica em terceiro, com 36%. No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos.

A pesquisa também concluiu que 17% dos entrevistados em todo o mundo "às vezes acreditam, mas às vezes não acreditam em Deus, deuses, ser ou seres supremos". Entre estes, o Japão está em primeiro lugar, com 34%, seguido pela China, com 32% e a Coréia do Sul, também com 32%. Nesta categoria, o Brasil tem 4% dos entrevistados.

Tags: Ateísmo, Curiosidades, Fé, IG

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ateu Hitchens enaltece a Bíblia King James



* * * Extraído do CPADNEWS * * *

´Por gerações, essa versão proporcionou uma fonte comum de referências`

O ateu Christopher Hitchens fez uma homenagem à Bíblia King James, oferecendo raros elogios. Hitchens é o segundo ateu, depois de Richard Dawkins, a enaltecer a Bíblia King James em homenagem aos 400 º aniversário da tradução. O ateu reconheceu e expressou sua apreciação pela contribuição à literatura Inglesa. "Ainda às vezes eu relute em admití-la, há realmente algo ‘atemporal’ na síntese Tyndale / King James," disse Hitchens em seu comentário destacado na revista Vanity Fair. “Por gerações, essa versão proporcionou uma fonte comum de referências e alusões, somente rivalizada por Shakespeare, a este respeito”. O autor Inglês-americano de 61 anos de idade é um ateu convicto que muitas vezes debate com os Cristãos sobre a existência de Deus. Ele argumenta que "a religião envenena tudo" em seu livro “God is not Great” (Deus não é grande) e tem repetidamente afirmado que não se converteria mesmo no leito de morte. Hitchens está atualmente lutando contra um câncer de esôfago estágio 4. Ainda assim, ele se enterneceu quando honrou a Bíblia King James, que foi publicada pela primeira vez em 1611. Mas o autor do best-seller foi além ao criticar as outras traduções da Bíblia e as tentativas em curso para atualizá-la. Oferecendo uma comparação, Hitchens citou uma passagem do livro do Novo Testamento de Filipenses, que ele leu no funeral de seu pai. "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisto pensai". (Versão do King James) A mesma passagem na Versão do Inglês Contemporâneo: "Finalmente, meus amigos, mantenha sua mente no que é verdadeiro, puro, certo, santo, amigável e adequado. Nunca pare de pensar sobre o que é verdadeiramente excelente e digno de louvor". Hitchens chamou a versão contemporânea "panqueca plana” e mais adequada para "uma reunião de porão do AA". "Estas palavras não podiam esperar para penetrar na neblina, entorpecida resistente na mente de um garoto de 16 anos, como seu original penetrou em mim," disse ele em seu comentário. Ele também rejeitou a linguagem de gênero neutro da substituição de "irmãos" com "meus amigos," chamando-a de "reverência pouco insinuante".

Fonte: Christian Post

Tags: Ateísmo, Cristianismo, Evangelho

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ateus lançam mais uma campanha nos EUA


* * * Extraído do CPAD NEWS * * *

Objetivo é provar que não vivem vidas vazias

A organização ateísta Center for Inquiry (CFI) lançou uma campanha publicitária nos Estados Unidos com a mensagem de que é possível viver uma vida plena sem Deus. Seus anúncios e cartazes afirmam: “Não precisamos de Deus para ter esperança, ser carinhosos, amar e viver”.

A CFI define-se como uma organização sem fins lucrativos “que visa promover uma sociedade secular, baseada na ciência, na razão, na liberdade de pesquisa e nos valores humanistas”.

A primeira cidade a receber essa campanha foi a capital americana, Washington, DC. Desde a primeira semana de março, os anúncios estão espalhados por ônibus e estações de metrô. Além da capital, o grupo também teve iniciativa parecida em Houston (Texas) e Indianápolis (Indiana).

Presidente e executivo da CFI, Ronald A. Lindsay afirmou: “O objetivo dessa campanha é para desfazer alguns mitos sobre as pessoas não-religiosas. Um deles é que a pessoa sem religião vive uma vida vazia, sem sentido, egoísta e centrada em si. Isso não é apenas falso, mas ridículo. Infelizmente, muitas pessoas aceitam esse mito porque foi isso o que ouviram falar sobre os não-crentes”.

O site da campanha apresenta dados atuais sobre os americanos sem religião. Cerca de 16% não têm afiliação religiosa, segundo o American Religious Identification Survey (IRA), e cerca de 10% rejeitam a crença em Deus, segundo o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública. A argumentação do CFI vai mais longe: “Acreditamos que qualquer um pode encontrar o significado de uma vida centrada no que é humano – e focalizada no aqui e agora, em vez de pensar só em um possível futuro. Algumas pessoas se separaram intelectualmente das crenças tradicionais em Deus, mas hesitam abdicar da sua fé por medo de ver a vida sem as crenças e práticas que sempre lhes deram algum conforto. Convidamos todos a considerar quantas pessoas já descobriram que viver sem religião oferece igualmente um alicerce para uma vida rica, gratificante e plena”.

Lindsay completa: “Quase todo o mundo conhece alguém que não é religioso, estejam eles conscientes disso ou não. Estamos entre seus amigos, vizinhos e colegas, e temos esperanças e preocupações semelhantes. Não há lugar para o preconceito contra os não-crentes no século XXI”.

Fonte: Agência Pavanews, com informações de Cristianos.com e CFI

Tags: Ateísmo, EUA, CFI, Homem sem Deus