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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Na Espanha, média de doze igrejas evangélicas são abertas todos os meses


* * * Extraído do Cpadnews * * *

Dentre as minorias religiosas da Espanha, os evangélicos são o grupo que possuem o maior número de igrejas

Fonte: Guiame/ Com informações de Evangelical Focus | 12/01/2017 - 12:00

Mesmo sendo um país tradicionalmente católico, a Espanha tem se tornado cada vez mais religiosamente diversificada. Segundo dados do último relatório de pluralidade religiosa do governo espanhol, já existem quase 4 mil igrejas evangélicas no país.
De acordo com dados divulgados em dezembro de 2016, o cristianismo evangélico é a religião que experimenta crescimento no país. São registradas exatas 3.910 igrejas desta confissão na Espanha.
Em 2016, 141 igrejas evangélicas abriram — o que representa quase 12 novas congregações a cada mês.   
Dentre as minorias religiosas da Espanha, os evangélicos são o grupo que possuem o maior número de igrejas, com 57% dos espaços religiosos. Os muçulmanos possuem 1.508 locais de culto, seguido pelas Testemunhas de Jeová (650), cristãos ortodoxos (197), budistas (155), mórmons (119), e judeus (36).   
De acordo com o missiólogo Máximo Álvarez, a presença dos cristãos evangélicos espanhóis tem se fortalecido com o passar do tempo. "Nós vemos que houve um grande aumento desde o início do século 21, mas houveram menos igrejas na última década", disse ele ao site Protestante Digital.
Por outro lado, Álvarez observar que existem regiões da Espanha que ainda não possuem igrejas evangélicas. “Cerca de 587 cidades com mais de 5 mil habitantes não têm igrejas evangélicas".        
Catolicismo sofre baixa   
Enquanto isso, o catolicismo romano atingiu uma histórica marca mínima. Segundo informações do Centro de Estudos Sociológicos, 69% dos espanhóis se identificam como católicos (em 2006, esse número era de 77%). Muitos destes católicos não frequentam missas regularmente.
Nas escolas estaduais, 60% dos alunos responderam à pesquisa com a opção "abertos à alternativas" diante da escolha de religião.
Em 1992, 79% dos casamentos eram oficializados pela Igreja Católica. Em 2015, este número caiu para 29,1%. Em 2016, 3 em cada 4 casamentos foram feitos de maneira "não-confessional".    
Muitos jovens são ateus
Cerca de 16% dos espanhóis se definem como "não-religiosos". O número de ateus cresceu de 6% para 9% nos últimos dez anos.   
O crescimento da incredulidade é ainda mais claro quando se relaciona com a juventude. Quase metade das pessoas entre 18 e 34 anos se definem como não-religiosos ou ateus.

Tags: Catolicismo, Cpadnews, Deus, Espanha, Evangelho, Evangelismo, Igreja, Jesus Cristo, Missões

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Número de evangélicos no Brasil não para de crescer


* * * Extraído do Portal Cpadnews * * *

Segundo pesquisa do Datafolha, entre outubro de 2014 e dezembro deste ano, o número de católicos foi reduzido em pelo menos 9 milhões de fiéis
Fonte: Gospel Mais | 27/12/2016 - 12:00

O crescimento dos evangélicos no Brasil continua intenso e agora, segundo levantamento realizado em todo o país pelo instituto Datafolha, o número chega a 29%, sete pontos percentuais a mais do que o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou.
A pesquisa revelada no último final de semana mostra que entre outubro de 2014 e dezembro deste ano, o número de católicos foi reduzido em pelo menos 9 milhões de fiéis, ou 6% dos brasileiros com idade maior que 16 anos.
O levantamento do instituto realizado há dois anos mostrava que 60% da população brasileira era católica – 5% a menos que o registrado pelo IBGE em 2010 -, hoje, porém, os seguidores da igreja romana somam 50% do total.
Nos últimos dois anos, o número de pessoas que dizem não seguir nenhuma religião passou de 6% para 14%. No entanto, o professor de sociologia Reginaldo Prandi, docente da Universidade de São Paulo, afirma que isso não significa que todos esses se tornaram ateus.
“Pode não ter religião hoje e ter amanhã. Ficou muito ao sabor da época da vida, dos compromissos que se quer assumir. A religião deixou de ser condição obrigatória para ser bom cidadão. Socialmente, a religião não tem mais papel nenhum”, teoriza o sociólogo em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo.
A matéria repercutiu dados do Centro Global de Estudos da Cristandade, que mostram que ao redor do mundo, os católicos crescem a taxas maiores que a população com um todo, mas em quantidades menores que os evangélicos, num movimento oposto aos dos não-religiosos, que crescem a taxas menores do que o número de pessoas que nascem a cada ano.
“O ritmo de crescimento da população total é 1,21% ao ano, o de católicos, 1,28%, o de evangélicos, 2,12% e o de pentecostais, 2,20%. As religiões independentes se expandem a taxas de 2,21% (chegando a 2,94% na Ásia). Já os sem-religião crescem 0,31% por ano, os agnósticos, 0,36%, e os ateus, 0,05%”, informa a Folha.
Por aqui, a redução percentual de católicos não é exatamente correspondente ao crescimento dos evangélicos, mas de acordo com informações do Pew Research, que se dedica a estudar os fenômenos sociais ligados à religião, metade dos brasileiros protestantes têm origem na Igreja Católica, onde foram criados.
Mesmo com todo o crescimento dos evangélicos, na Região Sudeste do Brasil houve redução no total de pessoas que se dizem ligados a igrejas dessa tradição cristã. Em agosto de 2006, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, os evangélicos somavam 51% da população, e hoje, são 43%, um recuo de oito pontos percentuais.

Tags: Brasil, Catolicismo, Cpadnews, Evangelho, Evangélicos, Igreja, Jesus Cristo, Protestante

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Brasil pode deixar de ser o país mais católico do mundo em 20 anos

* * * Extraído do Portal EXAME * * *

Segundo pesquisa da FGV, o ritmo de transformação é mais forte atualmente

Carolina Gonçalves, da

Beatificação da irmã Dulce na Bahia: o levantamento aponta que a taxa de catolicismo no Nordeste é a mais alta do Brasil (74%) e no Sudeste é a mais baixa (64%)

Rio de Janeiro - O Brasil pode deixar de ser o país mais católico do mundo nos próximos 20 anos, de acordo com o Novo Mapa das Religiões, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. "É um ritmo forte de transformação. As mudanças que aconteceram em 100 anos agora estão acontecendo em dez [anos]. Se continuar essa perda de 1 ponto de porcentagem [de católicos] por ano, em 20 anos você teria menos de metade da população", calcula Marcelo Neri, coordenador do levantamento.

O relatório mostra que atualmente o percentual de mulheres católicas (71,3%) é menor do que o de homens (75,3%). "Acima de tudo, acho que seja a chamada revolução feminina. Poucas coisas mudaram mais no cotidiano das pessoas do que questões como trabalho e anticoncepção entre as mulheres. O fato é que, embora as mulheres sejam bem mais religiosas do que os homens, elas são menos católicas, talvez por uma questão de afinidade", disse Neri.

O Novo Mapa das Religiões revela que o sexo feminino representa a maioria entre adeptos de 23 das 25 religiões listadas como as mais populares pela pesquisa, como a católica, a evangélica pentecostal, a evangélica tradicional, a espírita kardecista, a luterana e a umbanda. Segundo o documento, enquanto os homens abandonaram crenças, elas mudaram de religião. "O catolicismo, o candomblé e o budismo são religiões masculinas. Todas as outras são basicamente femininas", acrescentou o coordenador.

A pesquisa da FGV mostra que o Brasil vai de encontro à tese do sociólogo alemão Max Weber que associa a situação econômica à opção religiosa. "O Brasil talvez seja o grande contraexemplo dessa tese. Os países mais tradicionais europeus estão passando por grande dificuldade econômica e todos os maiores são essencialmente católicos. Já entre o Brics [Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul], o Brasil é o maior [em relação à economia e a adesão ao catolicismo]", avaliou Marcelo Neri.

Outro dado do levantamento é que a taxa de catolicismo no Nordeste é a mais alta do Brasil (74%) e no Sudeste é a mais baixa (64%). "No entanto, no Nordeste [a taxa] tem crescido em velocidade 2,5 vezes maior do que no Sudeste", ressaltou o coordenador da pesquisa.
Entre os estados, o Piauí é o que concentra o maior número de católicos. Na outra ponta, está Roraima, com a menor população adepta ao catolicismo e que também apresenta a menor religiosidade.

O catolicismo está mais presente entre os mais ricos, da classe AB (69,07%), e entre os mais pobres, da classe E (72,76%). Entre as outras religiões, os evangélicos tradicionais estão concentrados, principalmente, nas classes AB (8,35%) e C (8,72%), reduzindo a participação nas camadas mais baixas, chegando a representar 4,69% da classe E. Seitas espíritas e espiritualistas representam 5,52% da população na classe AB. Entre as faixas de renda, a classe E foi a que se mostrou como a menos religiosa de todas (7,72% não têm religião).

"Religiões orientais e afro-brasileiras estão mais presentes no topo [considerando a renda]. Quanto mais a renda aumenta, existe mais diversidade religiosa. Nos últimos anos no Brasil, houve uma queda acelerada do catolicismo, mas não em direção aos evangélicos pentecostais, como nas chamadas décadas perdidas, e mais em direção aos evangélicos tradicionais e todas as religiões alternativas ao catolicismo e aos grupos evangélicos", destacou Marcelo Neri.

Tags: Catolicismo, Cristianismo, Evangelho, Evangélicos,Religião