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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Se o amanhã não vier



Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir,

Eu aconchegaria você mais apertado e rogaria ao Senhor que protegesse você.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você sair pela porta,

Eu abraçaria, beijaria você e a chamaria de volta.

Para abraçá-la e beijá-la uma vez mais.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu ouviria a sua voz em oração,

Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua,

Para que eu pudesse vê-la e ouvi-la de novo, dia após dia.

Se eu soubesse que essa seria a última vez,

Eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer:

EU TE AMO, ao invés de assumir que você já sabe disso.

Se eu soubesse que essa seria a última vez,

Eu estaria ao seu lado, compartilhando do seu dia, ao invés de pensar:

'Bem, tenho certeza de que outras oportunidades virão. Então eu posso deixar passar esse dia.' É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão.

E nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.

É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro:

'EU TE AMO', e certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro: 'Posso te ajudar em alguma coisa?' Mas, no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos juntos, eu gostaria de dizer-lhe O QUANTO EU AMO VOCÊ!"

Espero que nunca nos esqueçamos disso!

O dia de amanhã não está prometido a ninguém, seja ele jovem ou velho. E hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado a mão da pessoa que você ama. Se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer hoje? Porque se o amanhã não vier, você, com certeza, se arrependerá pelo resto de sua vida de não ter aproveitado aquele tempo especial com um sorriso, um abraço ou um beijo. Tudo porque você estava 'muito ocupado' para dar àquela pessoa o que acabou sendo o último desejo que ela queria. Então, abrace o seu amado, a sua amada, o seu filho, a sua filha, o seu pai, a sua mãe HOJE. E dê esse abraço bem apertado. Sussurre no seu ouvido, dizendo o quanto v ocê o (a) ama e o quanto o (a) quer junto de você. Gaste um tempo para dizer: 'Desculpe-me'; 'Por favor'; 'Me perdoe'; 'Obrigado'; ou ainda, 'Não foi nada'; 'Está tudo bem'. Isso porque, se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje. Pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue. Papai, mamãe, marido e esposa, filho, filha: parem agora por alguns minutos e reflitam sobre essa mensagem. E pratiquem-na!

Lembrem-se, amor em família é uma arte, um malabarismo, por vezes um heroísmo: essencial como o ar que respiramos.


Por: Pr. Jairo Guirra.

Tags: Amor, Atualidades, Bênçãos, Conversar, Cristianismo, Esposa, Gratidão, Tempo

terça-feira, 8 de março de 2011

“O último dia de vida."


Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Ministério de Madureira.
Pastor Presidente: Deiró de Andrade.
Ev. Jairo Correia Guirra - www.cidadepopular.com.br


Tema - “O último dia de vida."

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem.

Teve um sono agitado, mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma sequência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida.

Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de uma mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.

Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou.

Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois... "Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.

Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.

Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretaria trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.

Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embassou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.

Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decições a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saiu como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?

Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois os degraus.
Parecia que a garagem estava a quilometros de distância,”encravada no miolo da terra”, e não no subsolo do prédio.

Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais
gostava.

Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
queria... queria... mas não deu tempo.

Como está¡ sua vida? Qual o tempo que tem dedicado àss coisas pequenas, mas importantes, da vida? E Deus, em que lugar você o coloca? Será que...?

Lembre-se, são poucas as pessoas que tem uma segunda e "nova oportunidade" de vida para mudar e... Pense nisso.

Tags: o último dia de vida, esposa, filha, neto, beijo, tempo, Deus.