terça-feira, 30 de agosto de 2011

Morre conceituado tradutor da Bíblia


* * * Extraído do CPADNEWS * * *



Eugene Nida faleceu em 25 de agosto; ele acompanhou o trabalho que culminou na publicação da Almeida Revista e Atualizada.


A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) manifesta seu imenso pesar pela morte do Eugene A. Nida, ocorrido na quinta-feira, 25 de agosto, em Bruxelas, na Bélgica, aos 96 anos. Grande expoente da tradução da Bíblia no século 20, Nida, por mais de 50 anos – a partir de 1943 –, coordenou o programa de traduções da Sociedade Bíblica Americana. Posteriormente, foi o mentor do programa global de traduções das Sociedades Bíblicas Unidas, além de consultor a serviço dessa organização. "Vai-se talvez o mais influente tradutor da Bíblia de todos os tempos! Milhões de pessoas tiveram acesso à Palavra de Deus, graças a ele", ressaltou o diretor executivo da SBB, Rudi Zimmer.

Eugene Nida será lembrado principalmente pela revolução que promoveu no âmbito da tradução bíblica, em meados do século 20. O impacto que isso teve sobre o crescimento e o desenvolvimento da Igreja cristã continua a ser sentido ainda hoje, na medida em que milhões de pessoas em centenas de línguas, em todo o mundo, tiveram acesso à Bíblia graças ao método que ele desenvolveu e disseminou.

Valendo-se de conceitos tirados da Linguística, das Ciências da Comunicação e da Psicologia, além de estudos culturais, Nida desenvolveu um enfoque ou método prático de tradução, que ele chamou de equivalência funcional ou dinâmica. Seu objetivo era tornar a tradução clara e compreensível, sem que perdesse a exatidão. Mas a contribuição dele não se limitou à tradução da Bíblia. Nida influenciou também o campo da Ciência da Tradução, que teve origem em sua época. Ele é visto como o homem que deu o pontapé inicial, que levaria ao desenvolvimento dessa disciplina.

Por meio de numerosos livros, artigos e inúmeras palestras, Nida pôde ajudar estudiosos, tradutores e especialistas a encontrar novas formas de comunicar-se de forma eficaz. Seus livros Toward a Science of Translating (Com Vistas a uma Ciência da Tradução), de 1964, e Theory and Practice of Translation (Teoria e Prática da Tradução), de 1969, foram traduzidos para várias línguas e, ainda hoje, são ferramentas essenciais para tradutores da Bíblia. Devido ao seu trabalho acadêmico, sua influência ultrapassou o campo da tradução bíblica influenciando a área da tradução como um todo.

Nida cursou a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), formando-se em 1936, tendo o Grego como área de concentração e o Latim como área complementar. Obteve uma das mais altas avaliações na história dessa universidade. No verão que se seguiu à sua formatura, Nida se preparou para começar um trabalho missionário de cunho linguístico com a organização que se tornaria o "Summer Institute of Linguistics" (Sociedade Internacional de Linguística – SIL). Um pouco mais tarde, começou a trabalhar com a língua Taramuhara, no México. No entanto, por problemas de saúde teve de retornar à Califórnia. No período do verão, continuava a treinar tradutores para SIL. Ao mesmo tempo, deu início a seus estudos de pós-graduação, concluindo o mestrado em Grego do Novo Testamento, em 1939, na Universidade do Sul da Califórnia, e o doutorado em Linguística, na Universidade de Michigan, em 1943.

Parceria duradoura


Em 1943, passou a trabalhar para a Sociedade Bíblica Americana. Não demorou muito para começar um intenso programa de viagens para ajudar tradutores da Bíblia em todas as partes do mundo. No Brasil, acompanhou o trabalho de revisão da tradução de Almeida, que culminou na publicação da Almeida Revista e Atualizada. Aos poucos, foi desenvolvendo o método da equivalência funcional. Nida se comunicava com extraordinária facilidade e conseguiu mostrar a tradutores, com os mais variados níveis de formação, como poderiam usar o método de tradução que ele desenvolveu. As traduções que resultaram disso eram ao mesmo tempo exatas, do ponto de vista exegético, e compreensíveis para o leitor.

Seu método fez com que a Bíblia se tornasse disponível e acessível numa escala nunca antes vista. Isto vale tanto para línguas da Ásia, África e América Latina, para as quais a Bíblia nunca antes havia sido traduzida, bem como para o inglês e outras línguas mais conhecidas, que já têm uma longa história de tradução bíblica. Exemplos disso são a "Good News Translation", a "Contemporary English Version", bem como a Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Mas outras traduções, como a Nova Versão Internacional e a Nova Bíblia de Jerusalém, também revelam influência do tradutor. Quando, em 1946, várias Sociedades Bíblicas locais decidiram trabalhar em conjunto e formar as Sociedades Bíblicas Unidas (UBS), Nida se fez presente na reunião em que essa organização foi fundada e, posteriormente, se encarregou de formatar os projetos de tradução dessa nova organização.

Nida sabia que os tradutores da Bíblia precisavam ter acesso às melhores edições dos textos originais e foi assim que tomou a dianteira em projetos tanto para o Novo Testamento Grego quanto para a Bíblia Hebraica. Disso resultou a publicação de O Novo Testamento Grego das Sociedades Bíblicas Unidas – hoje na quarta edição revisada, com uma edição em português publicada no Brasil –, que é a edição mais usada por estudiosos e tradutores em nossos dias, bem como o desenvolvimento do Hebrew Old Testament Textual Project [Projeto do Texto do Antigo Testamento em Hebraico], que ajuda os tradutores a entender mais de 6 mil problemas textuais relacionados com o texto hebraico.

Ele inovou também no campo da lexicografia, na medida em que desenvolveu uma nova maneira de fazer um dicionário do grego do Novo Testamento. Trata-se do Dicionário Semântico, baseado em domínios ou campos semânticos, que são áreas de significados relacionados entre si. Nesse dicionário aparecem, não as palavras ou os equivalentes de tradução em ordem alfabética, mas os significados, que são agrupados por campos semânticos. Esse dicionário é de imenso valor para os tradutores, na medida em que ajuda a distinguir entre os diferentes significados de uma mesma palavra.

Nida teve seu trabalho reconhecido em várias ocasiões tanto pela Sociedade Linguística Americana (da qual foi presidente em 1968) como pela SBL (Society of Biblical Literature). Recebeu vários títulos de doutor honoris causa bem como outras homenagens de instituições de ensino de todo o mundo.Seu legado continua através do "Eugene Nida Institute for Biblical Scholarship" da American Bible Society.

Nida foi casado por cinquenta anos com Althea Lucille Sprague Nida, que faleceu em 1993. Algum tempo depois, Nida conheceu a Dra. Elena Fernandez-Miranda, renomada tradutora e intérprete, com quem casou em 1997.


Fonte: SBB


Tags: Bíblia, Notícias, SBB

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Brasil pode deixar de ser o país mais católico do mundo em 20 anos

* * * Extraído do Portal EXAME * * *

Segundo pesquisa da FGV, o ritmo de transformação é mais forte atualmente

Carolina Gonçalves, da

Beatificação da irmã Dulce na Bahia: o levantamento aponta que a taxa de catolicismo no Nordeste é a mais alta do Brasil (74%) e no Sudeste é a mais baixa (64%)

Rio de Janeiro - O Brasil pode deixar de ser o país mais católico do mundo nos próximos 20 anos, de acordo com o Novo Mapa das Religiões, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. "É um ritmo forte de transformação. As mudanças que aconteceram em 100 anos agora estão acontecendo em dez [anos]. Se continuar essa perda de 1 ponto de porcentagem [de católicos] por ano, em 20 anos você teria menos de metade da população", calcula Marcelo Neri, coordenador do levantamento.

O relatório mostra que atualmente o percentual de mulheres católicas (71,3%) é menor do que o de homens (75,3%). "Acima de tudo, acho que seja a chamada revolução feminina. Poucas coisas mudaram mais no cotidiano das pessoas do que questões como trabalho e anticoncepção entre as mulheres. O fato é que, embora as mulheres sejam bem mais religiosas do que os homens, elas são menos católicas, talvez por uma questão de afinidade", disse Neri.

O Novo Mapa das Religiões revela que o sexo feminino representa a maioria entre adeptos de 23 das 25 religiões listadas como as mais populares pela pesquisa, como a católica, a evangélica pentecostal, a evangélica tradicional, a espírita kardecista, a luterana e a umbanda. Segundo o documento, enquanto os homens abandonaram crenças, elas mudaram de religião. "O catolicismo, o candomblé e o budismo são religiões masculinas. Todas as outras são basicamente femininas", acrescentou o coordenador.

A pesquisa da FGV mostra que o Brasil vai de encontro à tese do sociólogo alemão Max Weber que associa a situação econômica à opção religiosa. "O Brasil talvez seja o grande contraexemplo dessa tese. Os países mais tradicionais europeus estão passando por grande dificuldade econômica e todos os maiores são essencialmente católicos. Já entre o Brics [Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul], o Brasil é o maior [em relação à economia e a adesão ao catolicismo]", avaliou Marcelo Neri.

Outro dado do levantamento é que a taxa de catolicismo no Nordeste é a mais alta do Brasil (74%) e no Sudeste é a mais baixa (64%). "No entanto, no Nordeste [a taxa] tem crescido em velocidade 2,5 vezes maior do que no Sudeste", ressaltou o coordenador da pesquisa.
Entre os estados, o Piauí é o que concentra o maior número de católicos. Na outra ponta, está Roraima, com a menor população adepta ao catolicismo e que também apresenta a menor religiosidade.

O catolicismo está mais presente entre os mais ricos, da classe AB (69,07%), e entre os mais pobres, da classe E (72,76%). Entre as outras religiões, os evangélicos tradicionais estão concentrados, principalmente, nas classes AB (8,35%) e C (8,72%), reduzindo a participação nas camadas mais baixas, chegando a representar 4,69% da classe E. Seitas espíritas e espiritualistas representam 5,52% da população na classe AB. Entre as faixas de renda, a classe E foi a que se mostrou como a menos religiosa de todas (7,72% não têm religião).

"Religiões orientais e afro-brasileiras estão mais presentes no topo [considerando a renda]. Quanto mais a renda aumenta, existe mais diversidade religiosa. Nos últimos anos no Brasil, houve uma queda acelerada do catolicismo, mas não em direção aos evangélicos pentecostais, como nas chamadas décadas perdidas, e mais em direção aos evangélicos tradicionais e todas as religiões alternativas ao catolicismo e aos grupos evangélicos", destacou Marcelo Neri.

Tags: Catolicismo, Cristianismo, Evangelho, Evangélicos,Religião

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Jovem assembleiano é destaque no Programa Raul Gil


* * * Extraído do CPADNEWS * * *

Ao interpretar Agnus Dei e Happy Day, Jotta A marcou presença no programa

Ele tem apenas 12 anos, mora em Sorocaba (SP) e frequenta a Igreja Evangélica Assembleia de Deus na Vila Angélica, liderada pelo pastor Abiu Carriel. Filho de Edna e Antônio Holanda, ele é o caçula de três irmãos e está cursando a sétima série.

Como ele mesmo diz em seu Twitter, “um adorador de pequena estatura, mas com essência”. E isso foi constatado por milhares de pessoas na apresentação de José Antônio, ou Jotta A, nas tardes dos dois últimos sábados (13 e 20), no quadro Jovens Talentos Kids, do programa Raul Gil (SBT).

A apresentação de Jotta A foi marcante não só para a plateia, que aplaudiu de pé, mas também para os jurados que ficaram emocionados. No primeiro dia, a cantora e jurada Negra Li não escondeu o choro e a emoção ao falar do pequeno adorador.

Ao interpretar Agnus Dei, uma das mais conhecidas músicas evangélicas em todo o mundo, Jotta A foi o grande destaque do programa e se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais entre os evangélicos e pessoas que foram tocadas pela apresentação do menino. Já no dia 20, Jotta A interpretou outro clássico - Happy Day. E a reação do auditório, dos jurados e dos músicos também não poderia ser diferente. Mais uma vez, ele foi aplaudido de pé.

De lá pra cá, a rotina de Jotta A mudou completamente. Ele conta que na escola o assédio tem sido muito grande por parte dos professores e colegas. “Os professores me tratam como um bebê e todos os colegas ficam querendo saber como é participar do programa”. A irmã mais velha, Lanna, que acompanha o menino nas apresentações, diz que “têm dias que ele leva cerca de duas horas para sair da escola”.

No entanto, o enorme sucesso não fez com que Jotta A perdesse a identidade cristã que sempre teve. Ele conta que, quando foi incentivado pela família a participar do programa, recebeu total apoio da igreja e do pastor. “A igreja se colocou em oração e sempre tive o apoio do meu pastor”, destaca.

O compromisso que tem com o ministério e o talento que Deus lhe deu, fazem com que as apresentações de Jotta A sejam realmente diferentes. Ele diz que nas apresentações no programa sentiu que algo diferente acontecia naquele palco. “Quando eu canto, sinto a presença de Deus e creio que a plateia também sentiu. O chão tremia. Foi algo tremendo!”, testifica.

Mesmo participando de um programa de auditório em rede nacional e pressionado pela mídia, Jotta A é enfático ao afirmar que não pretende cantar músicas seculares durante a competição. No próximo sábado (27), Jotta A vai interpretar um outro clássico mundial da música gospel. Mas, para não estragar a surpresa, decidimos não revelar aqui. Garantimos que valerá a pena conferir mais essa apresentação.

Sucesso e carreira

Fã da cantora Cassiane, ele conta que sempre gostou de ouvir suas canções e a primeira música que cantou, aos três anos de idade, foi Com muito louvor, grande sucesso da cantora pentecostal.

Pela potência vocal e técnica perfeita, Jotta A já vem recebendo comparações com o cantor Michael Jackson, quando ainda criança foi sucesso com o grupo The Jackson Five. Ao ser perguntado sobre a inevitável comparação, o menino diz que recebe bem, pois sempre admirou o trabalho do popstar.

Atualmente, o jovem adorador está preparando o próximo CD que será lançado em setembro, durante a Expocristã, em São Paulo. O primeiro trabalho foi gravado aos seis anos, com a produção de Alex Silva.

Mesmo que a maioria das pessoas não cogitem a possibilidade de que Jotta A não vença o programa, o menino diz que , caso isso aconteça, sempre continuará tentando e seguirá a carreira como cantor gospel, mas sem deixar de lado a intimidade que tem com o Senhor. “É algo que busco ter sempre. Todas as vezes, antes de me apresentar, faço minha oração e digo: ‘Senhor, a glória é para Ti!’”, finaliza.

Assista aqui a apresentação de Jotta A.


Por Sandra Freitas
Redação CPAD News

Tags: Assembléia de Deus, TV

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Oração antes da aula leva pais a travar 'guerra santa' no DF


* * * Extraído do Portal Terra * * *


Uma "guerra santa" foi travada entre os pais das 180 crianças de 4 e 5 anos que estudam no Jardim de Infância da 404 Norte, na região central de Brasília. Uma oração feita pelos alunos diariamente, antes do início das aulas, é o principal motivo da discórdia. De um lado está um grupo de pais que pede a exclusão de referências religiosas das atividades escolares. Do outro, os que apoiam o ritual diário e consideram que a direção da escola está sendo perseguida.


A discussão teve início quando uma denúncia sobre o assunto foi encaminhada à Ouvidoria da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Todos os dias antes das aulas os alunos se reúnem no pátio da escola para o momento chamado de acolhida. Nessa hora, são estimulados a fazer uma "oração espontânea", como define a diretora Rosimara Albuquerque. A cada dia, crianças de uma turma ficam responsáveis por fazer os agradecimentos a Deus ou ao "Papai do Céu". "Pode agradecer pelo parquinho, pelos colegas. Mas houve um questionamento por parte dos pais para que fosse um momento de acolhida um pouco mais amplo já que algumas famílias não comungam dessa religião, que seria basicamente cristã", conta Rosimara, que está à frente da escola há seis anos.


Para a radialista Eliane Carvalho, integrante da Associação de Pais e Mestres do colégio, a escola está ultrapassando os limites permitidos pela legislação. Ela e outros pais que protestam contra essas atividades se apoiam no princípio constitucional da laicidade para pedir que práticas de cunho religioso fiquem de fora do ambiente escolar. Além do momento da acolhida, ela conta que notou outros sinais de violação, a partir de informações que o filho de 4 anos levava para casa.


"Não posso dizer que existem dentro da sala de aula práticas religiosas. Mas meu filho não aprendeu em casa a orar em nome de Jesus. Um dia ele me disse que o telefone para falar com Jesus era dobrar o joelho no chão", relata Eliane.


Em resposta à denúncia, um grupo maior de pais organizou um abaixo-assinado a favor da escola e da oração no início das aulas. Alguns alegam que a diretora está sendo perseguida por ser católica e atuante em grupos religiosos. "A forma como eles professores e direção estão atuando não é nada abusiva ou direcionada a uma crença específica. Eles colocam a palavra de Deus, como entidade superior, e agradecem à família. São só coisas boas, frutos bons. Quem está incomodado é uma minoria", defende Thiago Meirelles, que é católico e pai de um aluno.


Para Carolina Castro, mãe de outro estudante, a intenção da escola é positiva e busca a socialização. "Não acho que eles estejam tratando de religião em si, mas passando uma noção de agradecimento do que é precioso na vida. Não acho que isso seja ensino religioso", diz.


Eliane Carvalho lamenta que a discussão tenha ficado polarizada. "Não é uma discussão pessoal, mas de currículo. O grupo que fez o abaixo-assinado passou a nos ver como perseguidores de cristãos, hoje somos vistos como pessoas absurdas que não querem a palavra de Deus na escola. Todos têm o direito de fazer suas orações, mas eu questiono o fato de a escola aceitar uma prática que, para mim, se configura em arrebanhar fiéis", diz.


O momento da acolhida é feito há 40 anos, desde que a escola foi fundada, e é comum também em outros colégios da rede. Na última semana a reza foi substituída por cantigas de roda e outras atividades. "Aí, sim, parecia uma escola, antes parecia uma igreja. Como pai que tem a obrigação de dar uma orientação religiosa à filha, não posso permitir que haja divergência. O mais triste é que, apesar de essas pessoas dizerem que estão pregando o amor e o respeito, elas não têm respeito nenhum pela minha liberdade de que não haja essa interferência religiosa", diz Mafá Nogueira, pai de uma aluna.


Para resolver o problema, a escola vai convocar reuniões com pais, professores, funcionários e representantes da Secretaria de Educação. "Vamos discutir como a gente pode abordar a pluralidade e a diversidade sem agredir ninguém e que todos possam sair satisfeitos. Mas essa polêmica é salutar porque, na medida em que a gente ouve questionamentos de pais que pensam diferente, isso é saudável para o crescimento. Podemos adotar uma postura diferente, estruturada no que a comunidade pensa", avalia a diretora Rosimara, que usava no pescoço um cordão com um crucifixo enquanto conversava com a reportagem da Agência Brasil.


A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que desconhece problemas semelhantes em outras escolas da rede e reiterou que orienta as unidades a seguir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que veda qualquer prática proselitista no ambiente escolar.


Agência Brasil



Tags: Notícias, Religião, Terra

Prestes a sair da Band por baixa audiência, RR Soares diz que ibope é coisa do "capeta"


* * * Extraído do Portal UOL * * *



Depois de várias tentativas sem sucesso, a Band parece agora estar perto de tirar o "Show da Fé", do Missionário RR Soares, de seu horário nobre.


Baseada na baixa audiência que o religioso agrega ao horário (21h), o que acaba derrubando a média dos programas seguintes, a Band estaria disposta a não renovar o contrato de RR pela locação do horário, que vence em dezembro. O que pesa é o financeiro. O "Show da Fé" paga cerca de R$ 4 milhões mensais à Band pela faixa nobre.


Em muitos dias o ibope da Band, que segue na faixa dos 3 pontos às 20h30, cai para traço com o início do "Show da Fé", média que depois demora a ser recuperada.


Já sabendo da alegação da emissora para tirar o seu programa do ar no final do ano, RR Soares resolveu pregar contra o Ibope.


No programa de quinta-feira (19), o missionário disse que a medição de audiência "é coisa do capeta" e questionou a aferição de dados via aparelhos instalados em casas na Grande São Paulo. "Eles deveriam perguntar de porta em porta quem assiste os programas...", disse RR.


O curioso é que o no site do programa há dados justamente do Ibope sobre os picos de audiência do "Show da Fé"


Escrito por Blog Outro Canal às 08h33



Tags: Notícias, TV, UOL