terça-feira, 28 de junho de 2011

Líder muçulmano pede proibição da Bíblia no Irã

Paquistão é uma república islâmica cuja constituição prevê a liberdade religiosa

* * * Extraído do Portal CPADNEWS * * *

Abdul Rauf Farouk, líder do partido islâmico paquistanês JUI (Jamial Ulama Slam), encaminhou à Suprema Corte pedido para que a Bíblia seja proibida no país por "difamar o nome de alguns profetas". O cristianismo e o islã são religiões abraâmicas.

Farouk argumentou que alguns trechos bíblicos são imorais, porque "minam a santidade dos santos". "Isso é um insulto a todos os muçulmanos."

Ele disse que o islã respeita os livros sagrados de todas as religiões, mas não aceita, nem nessas escrituras, calúnia contra os profetas.

Censura ao texto sagrado


O líder muçulmano afirmou que só desistirá de proibir a Bíblia caso esses trechos sejam suprimidos, mas ainda assim manterá a acusação de que o apóstolo Paulo distorceu as escrituras sagradas para criar uma falsa religião. "O cristianismo é um grande fonte de imoralidade que se estende à pornografia, dança e outros males", disse ele em entrevista ao "La Razón", da Espanha.

O Paquistão fica ao sul da Ásia e tem uma população de 170 milhões. É uma república islâmica cuja constituição prevê a liberdade religiosa.

A comunidade cristã reagiu com veemência contra a solicitação de proibição da Bíblia. O bispo John Alexander Malik, por exemplo, disse que o JUI está se intrometendo em religião alheia, além de "semear as sementes da discórdia".

Ele disse temer que a iniciativa do fundamentalista Farouk seja o prenúncio de perseguições mais severas aos cristãos. O extremismo religioso no Paquistão tem aumentado após a captura e morte de Osama Bin Laden. Além disso, atitudes das autoridades paquistanesas têm recebido destaque na mídia, caso da condenação à morte da cristã Asia Bibi, por blasfêmia contra o profeta Maomé.


Fonte: Portas Abertas

Tags: Cristianismo, Islã, Noticias, Paquistão

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Igreja Assembleia de Deus completa 100 anos de existência



Glórias a Deus por esta marca histórica!!!




Tags: Centenário, Assembléia de Deus, Daniel Berg, Gunnar Vingren

Marcha para Jesus vira ato contra união homoafetiva

* * * Extraído do Portal IG * * *

Temas como legalização da maconha e criminalização da homofobia também pautaram evento, que levou ao menos 1 milhão às ruas em SP

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 23/06/2011 17:05

A 19ª edição da Marcha para Jesus, uma das maiores manifestações religiosas do planeta, se transformou em um ato de afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças aos políticos por parte de lideranças evangélicas. Apesar dos esforços dos organizadores para restringir o enfoque a temas religiosos, assuntos como a união civil de pessoas do mesmo sexo, homofobia e legalização da maconha acabaram dominando os discursos de alguns líderes religiosos.

"A marcha não deixa de ser um ato político", resumiu o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O discurso mais radical foi do pastor Silas Malafaia. Com palavreado vulgar, usando termos como "otário" e "lixo moral", Malafaia atacou duramente a decisão do STF de legalizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo. "O STF rasgou a Constituição que, no artigo 226, parágrafo 3º, diz claramente que união estável é entre um homem do gênero masculino e uma mulher do gênero feminino. União homossexual uma vírgula", disse o pastor.

Na sequência, Malafaia passou a atacar a decisão do STF de liberar as marchas da maconha no Brasil.
"Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não."

A multidão, estimada pela Polícia Militar em 1 milhão de pessoas - e pelos organizadores em 5 milhões - foi ao delírio e respondeu com gritos de "não, não" com os braços levantados para o céu.
Malafaia ameaçou orientar seus fiéis a não votarem em parlamentares que defendem o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia no País. "Ninguém aqui vai pagar de otário, de crente, não. Se for contra a família não vai ter o nosso voto", ameaçou.

O pastor defendeu a desobediência por parte de pastores caso o PL 122 seja aprovado. "Eles querem aprovar uma lei para dizer que a Bíblia é um livro homofóbico e botar uma mordaça em nossa boca. Se aprovarem o PL 122 no mesmo dia, na mesma hora, tudo quando é pastor vai pregar contra a prática homossexual. Quero ver onde vai ter cadeia para botar tanto pastor."

Lixo moral'

Malafaia classificou como "lixo moral" as pessoas que questionam a interferência das igrejas em assuntos do governo e, embora tenha dito que não tem objetivo de instaurar um estado evangélico no Brasil, "os países mais práticos e as democracias mais evoluídas do mundo tem origem no protestantismo".

Já Crivella adotou um tom mais ameno em relação aos direitos civis dos homossexuais, mas foi duro em relação ao STF que, segundo ele, está agindo politicamente e se imiscuindo em temas que dizem respeito ao Legislativo. "O Congresso tem que se levantar contra o ativismo político do STF. Só o Congresso pode detê-los", afirmou o senador.

A contrariedade maior de Crivella é em relação ao ministro Ayres Brito. "Fui o relator do processo de aprovação do Ayres Britto no Senado e na época alguns colegas me alertaram que ele tem pretensões políticas mas não dei ouvidos. Ele foi candidato a deputado pelo PT de Sergipe e não foi eleito. Agora quer se vingar do povo sergipano e levar na mão grande", acusou. Segundo ele, o Congresso trabalha em um projeto de lei que contemple tanto os direitos civis gays quanto os dos pastores evangélicos de pregarem contra a prática homossexual. "O que não pode é querer fazer na marra. Aí desencadeia reações radicais como a que vimos agora a pouco", disse ele, em referência a Malafaia.

O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, organizador da marcha, reafirmou o caráter estritamente religioso do evento e disse que manifestações como as de Malafaia e Crivela são opiniões pessoais. Apesar disso, admitiu ser contra o "casamento gay" e a liberação da maconha. Questionado por um repórter sobre o qual fator pesa mais na desagregação da família, o homossexualismo ou o crime de evasão de divisas, pelo qual foi condenado a pena de 140 dias de prisão nos EUA, o apóstolo mudou de assunto.

'A serviço de satanás'

Entre os milhares de pessoas que participaram da marcha, os temas polêmicos também foram os assuntos principais. A reportagem do iG abordou um grupo de oito jovens que veio de Cidade Adhemar para a marcha e perguntou quais as opiniões deles sobre direitos homossexuais, homofobia, aborto e legalização da maconha. Com visual moderno, estilo emo, todos disseram ser contra a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto e legalização das drogas e defenderam os pastores que consideram o homossexualismo uma prática pecaminosa.

"Quem defende o homossexualismo e a maconha está aqui a serviço de Satanás", disse o auxiliar de informática Natanael da Silva Santos, de 19 anos, que foi à marcha usando calça apertada, cinto de taxinhas e a tradicional franja emo. Enquanto a reportagem entrevistava os jovens, a aposentada Jovelina das Cruzes, de 68 anos, ouviu a conversa e fez uma intervenção. "Vocês estão falando sobre o que não conhecem. Meu sobrinho é gay e é um rapaz maravilhoso. Ótimo filho, muito educado, muito honesto e estudioso. Já o meu filho é machão e vive batendo na esposa, não respeita ninguém, não para no emprego."

Quando Jovelina virava as costas para continuar a marcha Natanael, que não se deu por vencido, fez uma observação. "Cuidado, tia. Se o pastor escuta a senhora falando uma coisa dessas ele não deixa mais a senhora entrar na igreja". E Jovelina respondeu. "Igreja é o que não falta por aí. Se me impedirem de ir em uma, vou em outra. Não tem problema."

Tags: Homofobia, IG, Marcha pra Jesus, Notícias

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Para minorias, ensino religioso obrigatório é ameaça

* * * Extraído do Portal IG * * *

Representantes de religiões diferentes da católica acreditam que medida estimula o preconceito

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 14/06/2011 22:00

Desde que foi encaminhado pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) à Câmara Municipal, o projeto de lei 862/2011, que cria o cargo de professor de ensino religioso nas escolas publicas da capital, tem provocado desavenças. A audiência pública realizada nesta terça-feira (14) no plenário do Palácio Pedro Ernesto reuniu representantes das mais distintas religiões: católicos, kardecistas, evangélicos, candomblecistas, umbandistas, islâmicos, hare krishnas, ciganos, protestantes, presbiterianos e até bruxos wiccas estavam no local.

Se todos entoam em uníssono que as religiões têm por base praticar o bem e criar valores, os argumentos soam dissonantes quando a busca é pelo consenso. "Aula de ensino religioso não é catequese", disparou o padre Paulo Alves Romão, professor da PUC-RJ. "É produção de conhecimento, de princípios sólidos para a ordem social. Quando você afirma valores fundamentais, presentes em todas as religiões, você se torna capaz de dialogar com os diferentes", defendeu.

O deputado estadual e católico Márcio Pacheco (PSC) afirmou que a proposta tem como objetivo "dar às crianças pobres as mesmas oportunidades que as crianças abastadas têm". "As escolas boas não oferecem só matemática e português. Vejam quantos judeus matriculam seus filhos em escolas judaicas e quantos católicos colocam seus filhos em colégios católicos. Querem que tenham uma educação completa. Mas essa opção só é dada a quem pode pagar e o que estamos discutindo aqui é que essa opção seja dada aos que não podem", argumentou Pacheco.

Presidente da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento Islâmico, o sheikh Ahmad Mohammed argumentou que se por um lado o Estado é laico, por outro, não é ateu. "Num mundo onde a família foi devastada e muitas vezes as mães não têm tempo de ensinar a seus filhos sobre religião, cabe, sim, à escola oferecer essa oportunidade as crianças".

De opinião contrária, o cigano Mio Vacite rebateu: "A impressão que passa é de que se a pessoa não tiver educação religiosa ou ela é vagabunda ou bandida", argumentou. "Tenho medo da ditadura religiosa. Se estamos em um país democrático, temos de pensar muito. A moral não está só na religião".

A umbandista Fátima Damas se juntou ao coro dos contrários. "A gente sabe que nas religiões minoritárias as crianças sofrem preconceitos", afirmou. "Mas se essa lei for aprovada, que se contemple a todos. Se não puder, que deixem a educação religiosa ser dada por pais e mães", sustentou.

O bruxo Og Sperle, sacerdote da religião Wicca, contestou a tese de que religião é garantia de boa índole. "A religião não tem a premissa de moldar o caráter. Se fosse assim, não teríamos tantos casos de pedofilia em igrejas", argumentou.

"Vejo que a minoria, em sua grande maioria, é contra", disse o vereador Jorge Braz (PTdoB), bispo evangélico e contrário à proposta. "Essa lei vai passar. Não porque está prevista em nossa Constituição. Sabemos que a maioria dos nossos parlamentares é católica. Chega de hegemonia".

A diretora de diálogo inter-religioso da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Diane Kuperman, acrescentou mais uma crítica ao debate: "Na nossa rede pública faltam professores de Matemática, Português, História etc... E nós vamos gastar o dinheiro dos nossos impostos para garantir o ensino obrigatório de uma aula cuja lei prevê frequência facultativa? Não tem coerência", disse Kuperman, que se declarou favorável à defesa feita pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

Tags: Educação, IG, Notícias, Religião

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pastor, pai de Katy Perry diz que filha "não serve o Senhor"

* * * Extraído do Portal UOL * * *

O pastor Keith Hudson, pai da cantora americana Katy Perry, afirmou que a filha "não serve o Senhor".

A frase foi proferida durante uma apresentação na Inglaterra, segundo o "New York Post".

"Entendo o fardo de ter uma filha que não serve Deus", contou ao público.

"Quando minha filha cantou que havia beijado uma garota e gostado, pensei que meu ministério estava acabado", disse em referência ao hit 'I Kissed a Girl'.

"Há pessoas que me perguntam o tempo todo como eu criei Katy na igreja por todos esses anos e ela me aparece com uma música dessas", afirmou. "Eu olho para elas e respondo que não sei."

Segundo o pastor, no entanto, há uma coisa positiva nessa situação.

"Talvez vocês tenham visto no jornal que os pais de Katy Perry estariam aqui e quiseram dar uma espiada", disse. "Tudo está escrito divinamente. Não há coincidência no fato de estarem aqui sentados. Deus os trouxe aqui."

Tags: Evangélicos, Notícias, UOL